RHDV - Doença Hemorrágica Viral - Novo surto de vírus nos Estados Unidos, ataca os coelhos.

Vírus hemorrágico letal tanto para coelhos domésticos quanto selvagens, ataca os Estados Unidos.

O vírus da doença hemorrágica do coelho, é conhecido como RHDV (termo em inglês Rabbit Hemorrhagic Disease Virus), do gênero Lagovírus (voltado apenas as espécies dos lagomorfos) pertencente à família de vírus Caliciviridae (vírus de genoma de RNA simples de sentido positivo, não possuem camada bilipídica e são extremamente resistentes ).

Camada bilipídica = formada por extremidades, "cabeça" (hidrofólia - pólo lipófobo) e uma "cauda" (lipofólia - pólo hidrofóbo), que ao encontrar o meio aquoso se orientam espacialmente (espaço).

Em relação à família Caliciviridae, é dividida em quatro gêneros:


* Vesírius - que causam doença vesicular em felinos [FCV], em suínos [VESV] e cetáceos (baleias e golfinhos) e piniped (focas, leões-marinhos, lobos-marinhos e morsas) [SMSV] ;

* Lagovírus - que incluem o vírus da lebre marrom [EBHSV -no inglês European Brown Hare Syndrome Vírus] e o vírus da doença hemorrágica do coelho [RHDV], que infecta lebres e coelhos (domésticos e selvagens) causando doença hepática;

* Norovírus - que causam gastroenterite humana não bacteriana, em alguns países europeus, Estados Unidos e Japão. Os hospedeiros naturais deste vírus são o homem, bovino, suíno e ratos;


* Sapovírus - infectam tanto pessoas quanto os porquinhos (suínos), especialmente os jovens. No homem, a infecção geralmente é uma diarreia leve. Já nos porcos foi relatado atrofia vilosidades intestinais (diminuição da absorção de nutrientes dos alimentos) e diarréias em leitões infectados.

Embora os Lagovírus não são transmissíveis as espécies diferentes (fora da família dos coelhos), entre as mesmas espécies, eles são altamente contagiosos. Ou seja, um vírus que atinge os coelhos não são transmissíveis aos gatos e vice e versa. Válido também em relação entre coelhos e homem.

Porém, entre as espécies de coelhos, sejam eles selvagens ou domésticos, esses vírus são mortais.


Diferenças entre a EBHSV e a RHDV:

Referente a Síndrome da lebre marrom (EBHSV), é uma doença que atinge as lebres de espécies Lepus europaeus e Lepus timidus.

Descrita pela primeira vez na Escandinávia na década de 1980, após esse período teve surtos em vários países europeus e relatos também em locais na Alemanha. Até onde se sabe, esse vírus, coelhos e outras espécies fora daquelas que relatamos neste parágrafo, não são atingidos.

O vírus é eliminado em todas as secreções e excreções e é muito ambientalmente estável.
A transmissão ocorre diretamente, principalmente das fezes por via oral ou indireta, através da água e da alimentação contaminadas. A taxa de mortalidade é de 100%.
Sintomas da doença: fraqueza, apatia, desorientação, perda de timidez e distúrbios de movimento (por exemplo, paralisia das patas traseiras.). Não existe tratamento por enquanto. 


Sobre a Rabbit Hemorrhagic Disease Virus (RHDV), doença altamente contagiosa, tanto para os coelhos europeus selvagens quanto para os coelhos domesticados ( Oryctolagus cuniculus - coelho doméstico). Até esse ano, de 2020, não era conhecido por afetar coelhos ou lebres nativos da América do Norte.

Só foi confirmado após o novo surto do vírus do RHDV2, detectado em março deste ano no estado do Novo México, noroeste do país (Estados Unidos). Se espalhou pelas regiões do Texas, Arizona, Colorado e Califórnia. Algo que representa uma ameaça fatal as espécies de coelhos domésticos e selvagens.

Este é o primeiro surto de vírus mortal nos EUA, que atinge tanto os pets quanto os coelhos selvagens. Além desses lugares já citados, houve surtos menores da doença também, em Ohio, Washington e Nova Iorque e em alguns coelhos selvagens do Canadá.

Em Nova Iorque, por exemplo, no mês de março, 11 coelhos domésticos morreram, vítimas da doença. Porém, tanto no Canadá quanto em Nova Iorque, os animais que não adoeceram com o vírus, ou que se recuperaram da doença, foram liberados para procriarem.


Ainda sobre o vírus RHDV:


O RHDV, é um vírus não envolvido com diâmetro em torno de 35 a 40 nm (nanômetros), simetria icosaédrica (poliedro convexo de 20 faces - constituído por 20 triângulos equiláteros) e um genoma linear de RNA de sentido positivo de 6,5 a 8,5 Kb (kilobyte). Rabbit Hemorrhagic Disease Virus, causa infecção generalizada nos coelhos (de ambos os sexos), caracterizada por uma necrose hepática (morte do tecido hepático - fígado), coagulação intravascular disseminada e morte rápida, do animal. Há dois tipos de RHDV (RHDV1 e RHDV2), que vão de acordo com a falta de neutralização cruzada na utilização de anti-soros específicos, vistos em exames veterinários. Mas em ambos tipos de RHDV, as infecções citadas, são apresentados em coelhos e lebres contaminados.

Tais sintomas, podem levar à coagulação intravascular disseminada, encefalopatia hepática (alteração do estado de consciência resultante de insuficiência hepática)e nefrose (doença renal). Podendo ocorrer sangramentos. Taxa de mortalidade da doença é superior a 80%, com certas cepas do vírus (da mesma origem genética). Geralmente (a doença) é per aguda (muito aguda), caracterizada por morte súbita após um período de depressão e febre. As vítimas do vírus podem apresentar corrimento nasal serossanguíneo (contém serosidade e sangue) ou com sangue, além de exibir sinais nervosos, incluindo incoordenação, tremor e opistótonos (hiperextensão da cabeça, nuca e coluna) terminais.

Vale lembrar, que assim como as pessoas, os animais também podem ser assintomáticos, ou seja podem estar infectados, não apresentar sintomas, mas nem por isso deixam de transmitir a doença a outros coelhos.

Essa transmissão da doença pode ocorrer continuamente por vários meses.

Sobre a Doença Hemorrágica do Coelho (DHR):

É uma doença letal aguda dos coelhos europeus (Oryctolagus cuniculus) causada pelo vírus da doença hemorrágica do coelho (vírus RHD ou RHDV), um calicivírus (gênero Lagovírus), que surgiu na China em 1984, em coelhos importados da Europa. A doença também se iniciou na Europa e se espalhou em muitas partes do mundo. 


Sinônimos:

*Doenças de calicivírus de coelho (CDR);
* Doença hemorrágica viral de coelhos (VHD); 
* Pneumonia hemorrágica (China).


O RHD (Rabbit hemorrhagic disease) é observado apenas nos coelhos europeus (Oryctolagus cuniculus). O vírus pode infectar coelhos de diversas idades e em ambos sexos, porém em coelhos mais jovens (menores de 4 semanas de idade) geralmente não desenvolvem a doença após a infecção. Essa resistência está ligada, devido a presença de anticorpos ligados ao leite materno. Porém, nem por isso os coelhos mais novos deixam de transmitir o vírus aos outros coelhos.

Diferenças entre a RHDV1 e RHDV2:

O RHDV1 existe desde os anos 80, identificado nos EUA nos anos de 2000. Geralmente os coelhos com menos de quatro semanas, tendem a ter imunidade contra a RHDV1, essa mesma imunidade tende a diminuir após 10 semanas de vida do animal. Se forem expostos nesse período, tenderão a ter imunidade, referente a doença, ao longo da vida. Porém o animal que sobrevive ao RHDV1, dificilmente conseguirá combater ao vírus do RHDV2 (caso, o animal já tenha sido antes contaminado pelo RHDV1). O RHDV1, só afeta os coelhos.

Já o RHDV2 foi visto pela primeira vez na França em 2010 e confirmado a doença, pela primeira vez na América do Norte, em Vancouver em 2018.
Diferentemente da RHDV1, ainda não houve coelhos ou lebres que sobreviveram ao RHDV2. O vírus do RHDV2, foi diagnosticado em várias espécies de lebres na Sardenha, Itália, Espanha, França e Austrália e também em coelhos domésticos.


O RHDV2, é uma variante do RHDV original, que surgiu na China e que se espalhou pela Ásia, Europa e América do Norte e do Sul. Quando o vírus escapou acidentalmente na Austrália, de cientistas que estudavam possíveis formas de manter controle populacional de coelhos. 

Desde então, o RHDV2, mata os coelhos da região australiana, esse vírus virou predominante e atualmente faz mais vítimas fatais que a RHDV1.

Segundo o veterinário Ralph Zimmerman, do Novo México (onde iniciou o novo surto), em uma entrevista ao jornal The New York Times, alegou que a origem do surto é desconhecida e acrescentou que por haver a importação dos animais, pode ser uma possibilidade do fato. " Ouvimos rumores sobre transportes de coelhos, já que há pessoas que importam os animais da Europa." Relata, Zimmerman.

No ano de 2019, o departamento de agricultura dos EUA, estimou que cerca de quase três milhões de famílias americanas tinham cerca de 6,7 milhões de coelhos de estimação.

Há técnicas existentes, uma delas é imunoentizada, chamada ELISA (do termo em inglês - Enzyme Linked Immuno Sorbent Assay), que é uma das principais métodos utilizados para o diagnóstico de doenças virais, este método permite a detecção de anticorpos específicos no soro ou no plasma sanguíneo.
Além desta técnica, há também Immunobloting, SDS - PAGE, determina a quantidade relativa e o peso molecular de uma proteína presente em uma mistura proteínas ou de outras moléculas, dos tecidos biológicos ou estratos.
Fora eles, há também como diagnosticar a doença através das amostras das fezes dos dentuços.
Observação: No caso das espécies Lepus timidus e Lepus europaeus, por serem espécies que são atingidas tanto pelo RHDV2 e pelo EBHSV, através do ELISA, é possível detectar quais das doenças elas foram infectados.
Sobre as vacinas européias, referente ao vírus da RHDV, é necessário que o coelho a receba anualmente. Embora, ela seja eficaz para a saúde do orelhudo, ela não previne 100% dos casos, porém ajuda o organismo do coelho a combater o vírus RHDV.
Mas já teve casos, que mesmo os pets que receberam a medicação na França, infelizmente vieram a óbito.
E mesmo aqueles coelhos que receberam a vacina, é necessário tomar as medidas de prevenção da doença.
A imunidade em relação ao RHDV2, é após 7 dias da vacinação.
Ao contrário da RHDV1, o RHDV2 pode ser fatal também para os coelhos jovens, com menos de 10 semanas de vida.
O período de incubação para o RHDV1 vão de 2 a 10 dias e o RHDV2 são de 3 a 9 dias. A taxa de mortalidade de coelhos expostos a esse vírus é muito alta, entre 40 a 50% para RHDV1 e para RHDV2 é de 50 a 70%. Coelhos que sobrevivem à doença, ainda podem liberar o vírus aos outros animais, pelo menos 42 dias após as suas recuperações.
Das vacinas existentes nos países europeus, são:
> Filavac - recomendada a coelhos em risco de RHDV2, entre 4 a 10 semanas, depois revacinar entre 10 a 12 semanas e depois repetir a vacinação anualmente;
> Eravac - pode ser usada para vacinar aos 30 dias e depois anualmente;
> Nobiviac Myxo - RHD Plus - vacina eficaz contra o RHDV1 e RHDV2 e também age contra Mixomatose (doença do vírus myxoma - conhecido como fibroma de Shope). Dentre as três vacinas, essa é a única que é produzida in vitro e que não é elegível a exportação, por ter em seus componentes o vírus vivo de mixomatose. Por causa dessa composição exigiria uma avaliação nos termos da Lei Nacional de Política Ambiental (NEPA) e devido à proibição de exportação pelo fabricante, MDS Animal Health, para os Estados Unidos e Canadá.
Nos Estados Unidos, a maior parte dos coelhos domésticos, concentram-se nas regiões sudoeste (ano de 2020), Nova Iorque (2020), Pacífico noroeste (2018 -2020), Pensilvânia (2018), Ohio (2018).
Mas em geral, o ideal é manter o coelho dentro de casa. Em ambiente fechado e que não o leve para passeios abertos (ruas, parques), pois a chances dele adoecer pelo vírus, aumenta;
* Lavar bem as mãos, quando for mexer no orelhudo, principalmente se acaso você tem contato com outros coelhos ou pessoas que têm acesso a outros animais da mesma espécie;
* Troque suas roupas e seus objetos, caso você saia de casa, ou tenha acesso a outros coelhos ou pessoas que tenham acesso a outros dentucinhos - lave as roupas com água quente;
* Não deixe o seu pet ter contato com outro coelho, caso ele saia de dentro de casa;
* Caso você faça parte de um abrigo de coelhos, use no abrigo uma roupa específica para este ambiente, você pode usar capas ou sacos plástico sobre os sapatos. Quando sair deste ambiente, retire as peças plásticas e as roupas;
* Use desinfetantes (água sanitária, álcool) eficientes e higienize-se.

Vírus hemorrágico letal tanto para coelhos domésticos quanto selvagens, ataca os Estados Unidos.

O vírus da doença hemorrágica do coelho, é conhecido como RHDV (termo em inglês Rabbit Hemorrhagic Disease Virus), do gênero Lagovírus (voltado apenas as espécies dos lagomorfos) pertencente à família de vírus Caliciviridae (vírus de genoma de RNA simples de sentido positivo, não possuem camada bilipídica e são extremamente resistentes ).

Camada bilipídica = formada por extremidades, "cabeça" (hidrofólia - pólo lipófobo) e uma "cauda" (lipofólia - pólo hidrofóbo), que ao encontrar o meio aquoso se orientam espacialmente (espaço).

Em relação à família Caliciviridae, é dividida em quatro gêneros:


* Vesírius - que causam doença vesicular em felinos [FCV], em suínos [VESV] e cetáceos (baleias e golfinhos) e piniped (focas, leões-marinhos, lobos-marinhos e morsas) [SMSV] ;

* Lagovírus - que incluem o vírus da lebre marrom [EBHSV -no inglês European Brown Hare Syndrome Vírus] e o vírus da doença hemorrágica do coelho [RHDV], que infecta lebres e coelhos (domésticos e selvagens) causando doença hepática;

* Norovírus - que causam gastroenterite humana não bacteriana, em alguns países europeus, Estados Unidos e Japão. Os hospedeiros naturais deste vírus são o homem, bovino, suíno e ratos;


* Sapovírus - infectam tanto pessoas quanto os porquinhos (suínos), especialmente os jovens. No homem, a infecção geralmente é uma diarreia leve. Já nos porcos foi relatado atrofia vilosidades intestinais (diminuição da absorção de nutrientes dos alimentos) e diarréias em leitões infectados.

Embora os Lagovírus não são transmissíveis as espécies diferentes (fora da família dos coelhos), entre as mesmas espécies, eles são altamente contagiosos. Ou seja, um vírus que atinge os coelhos não são transmissíveis aos gatos e vice e versa. Válido também em relação entre coelhos e homem.

Porém, entre as espécies de coelhos, sejam eles selvagens ou domésticos, esses vírus são mortais.


Diferenças entre a EBHSV e a RHDV:

Referente a Síndrome da lebre marrom (EBHSV), é uma doença que atinge as lebres de espécies Lepus europaeus e Lepus timidus.

Descrita pela primeira vez na Escandinávia na década de 1980, após esse período teve surtos em vários países europeus e relatos também em locais na Alemanha. Até onde se sabe, esse vírus, coelhos e outras espécies fora daquelas que relatamos neste parágrafo, não são atingidos.

O vírus é eliminado em todas as secreções e excreções e é muito ambientalmente estável.
A transmissão ocorre diretamente, principalmente das fezes por via oral ou indireta, através da água e da alimentação contaminadas. A taxa de mortalidade é de 100%.
Sintomas da doença: fraqueza, apatia, desorientação, perda de timidez e distúrbios de movimento (por exemplo, paralisia das patas traseiras.). Não existe tratamento por enquanto. 


Sobre a Rabbit Hemorrhagic Disease Virus (RHDV), doença altamente contagiosa, tanto para os coelhos europeus selvagens quanto para os coelhos domesticados ( Oryctolagus cuniculus - coelho doméstico). Até esse ano, de 2020, não era conhecido por afetar coelhos ou lebres nativos da América do Norte.

Só foi confirmado após o novo surto do vírus do RHDV2, detectado em março deste ano no estado do Novo México, noroeste do país (Estados Unidos). Se espalhou pelas regiões do Texas, Arizona, Colorado e Califórnia. Algo que representa uma ameaça fatal as espécies de coelhos domésticos e selvagens.

Este é o primeiro surto de vírus mortal nos EUA, que atinge tanto os pets quanto os coelhos selvagens. Além desses lugares já citados, houve surtos menores da doença também, em Ohio, Washington e Nova Iorque e em alguns coelhos selvagens do Canadá.

Em Nova Iorque, por exemplo, no mês de março, 11 coelhos domésticos morreram, vítimas da doença. Porém, tanto no Canadá quanto em Nova Iorque, os animais que não adoeceram com o vírus, ou que se recuperaram da doença, foram liberados para procriarem.


Ainda sobre o vírus RHDV:


O RHDV, é um vírus não envolvido com diâmetro em torno de 35 a 40 nm (nanômetros), simetria icosaédrica (poliedro convexo de 20 faces - constituído por 20 triângulos equiláteros) e um genoma linear de RNA de sentido positivo de 6,5 a 8,5 Kb (kilobyte). Rabbit Hemorrhagic Disease Virus, causa infecção generalizada nos coelhos (de ambos os sexos), caracterizada por uma necrose hepática (morte do tecido hepático - fígado), coagulação intravascular disseminada e morte rápida, do animal. Há dois tipos de RHDV (RHDV1 e RHDV2), que vão de acordo com a falta de neutralização cruzada na utilização de anti-soros específicos, vistos em exames veterinários. Mas em ambos tipos de RHDV, as infecções citadas, são apresentados em coelhos e lebres contaminados.

Tais sintomas, podem levar à coagulação intravascular disseminada, encefalopatia hepática (alteração do estado de consciência resultante de insuficiência hepática)e nefrose (doença renal). Podendo ocorrer sangramentos. Taxa de mortalidade da doença é superior a 80%, com certas cepas do vírus (da mesma origem genética). Geralmente (a doença) é per aguda (muito aguda), caracterizada por morte súbita após um período de depressão e febre. As vítimas do vírus podem apresentar corrimento nasal serossanguíneo (contém serosidade e sangue) ou com sangue, além de exibir sinais nervosos, incluindo incoordenação, tremor e opistótonos (hiperextensão da cabeça, nuca e coluna) terminais.

Vale lembrar, que assim como as pessoas, os animais também podem ser assintomáticos, ou seja podem estar infectados, não apresentar sintomas, mas nem por isso deixam de transmitir a doença a outros coelhos.

Essa transmissão da doença pode ocorrer continuamente por vários meses.

Sobre a Doença Hemorrágica do Coelho (DHR):

É uma doença letal aguda dos coelhos europeus (Oryctolagus cuniculus) causada pelo vírus da doença hemorrágica do coelho (vírus RHD ou RHDV), um calicivírus (gênero Lagovírus), que surgiu na China em 1984, em coelhos importados da Europa. A doença também se iniciou na Europa e se espalhou em muitas partes do mundo. 


Sinônimos:

*Doenças de calicivírus de coelho (CDR);
* Doença hemorrágica viral de coelhos (VHD); 
* Pneumonia hemorrágica (China).


O RHD (Rabbit hemorrhagic disease) é observado apenas nos coelhos europeus (Oryctolagus cuniculus). O vírus pode infectar coelhos de diversas idades e em ambos sexos, porém em coelhos mais jovens (menores de 4 semanas de idade) geralmente não desenvolvem a doença após a infecção. Essa resistência está ligada, devido a presença de anticorpos ligados ao leite materno. Porém, nem por isso os coelhos mais novos deixam de transmitir o vírus aos outros coelhos.

Diferenças entre a RHDV1 e RHDV2:

O RHDV1 existe desde os anos 80, identificado nos EUA nos anos de 2000. Geralmente os coelhos com menos de quatro semanas, tendem a ter imunidade contra a RHDV1, essa mesma imunidade tende a diminuir após 10 semanas de vida do animal. Se forem expostos nesse período, tenderão a ter imunidade, referente a doença, ao longo da vida. Porém o animal que sobrevive ao RHDV1, dificilmente conseguirá combater ao vírus do RHDV2 (caso, o animal já tenha sido antes contaminado pelo RHDV1). O RHDV1, só afeta os coelhos.

Já o RHDV2 foi visto pela primeira vez na França em 2010 e confirmado a doença, pela primeira vez na América do Norte, em Vancouver em 2018.
Diferentemente da RHDV1, ainda não houve coelhos ou lebres que sobreviveram ao RHDV2. O vírus do RHDV2, foi diagnosticado em várias espécies de lebres na Sardenha, Itália, Espanha, França e Austrália e também em coelhos domésticos.


O RHDV2, é uma variante do RHDV original, que surgiu na China e que se espalhou pela Ásia, Europa e América do Norte e do Sul. Quando o vírus escapou acidentalmente na Austrália, de cientistas que estudavam possíveis formas de manter controle populacional de coelhos. 

Desde então, o RHDV2, mata os coelhos da região australiana, esse vírus virou predominante e atualmente faz mais vítimas fatais que a RHDV1.

Formas de contágio:

Por ser um vírus altamente infeccioso e muito resistente. O vírus pode sobreviver a vários meses em condições secas ou congelantes.

Pode ser espalhado através dos próprios coelhos ou das próprias lebres, peles, carne, fezes, ou qualquer coisa que tenha entrado em contato com as vítimas, incluindo os insetos. Por muitas vezes os coelhos contaminados, caem mortos.

No ano de 2019, o departamento de agricultura dos EUA, estimou que cerca de quase três milhões de famílias americanas tinham cerca de 6,7 milhões de coelhos de estimação.

Diagnóstico e Tratamento:

Diagnóstico:

Há técnicas existentes, uma delas é imunoentizada, chamada ELISA (do termo em inglês - Enzyme Linked Immuno Sorbent Assay), que é uma das principais métodos utilizados para o diagnóstico de doenças virais, este método permite a detecção de anticorpos específicos no soro ou no plasma sanguíneo.
Além desta técnica, há também Immunobloting, SDS - PAGE, determina a quantidade relativa e o peso molecular de uma proteína presente em uma mistura proteínas ou de outras moléculas, dos tecidos biológicos ou estratos.
Fora eles, há também como diagnosticar a doença através das amostras das fezes dos dentuços.
Observação: No caso das espécies Lepus timidus e Lepus europaeus, por serem espécies que são atingidas tanto pelo RHDV2 e pelo EBHSV, através do ELISA, é possível detectar quais das doenças elas foram infectados.

Tratamentos:

Referente a vacinas, por enquanto elas apenas existem na Europa, já que lá, a doença é considerada endêmica, há muito tempo. Ainda não há vacinas disponíveis nos EUA, e nem no Canadá, porém médicos veterinários estão já em processo avaliativo para exportarem o medicamento.

Sobre as vacinas européias, referente ao vírus da RHDV, é necessário que o coelho a receba anualmente. Embora, ela seja eficaz para a saúde do orelhudo, ela não previne 100% dos casos, porém ajuda o organismo do coelho a combater o vírus RHDV.
Mas já teve casos, que mesmo os pets que receberam a medicação na França, infelizmente vieram a óbito.
E mesmo aqueles coelhos que receberam a vacina, é necessário tomar as medidas de prevenção da doença.
A imunidade em relação ao RHDV2, é após 7 dias da vacinação.
Ao contrário da RHDV1, o RHDV2 pode ser fatal também para os coelhos jovens, com menos de 10 semanas de vida.
O período de incubação para o RHDV1 vão de 2 a 10 dias e o RHDV2 são de 3 a 9 dias. A taxa de mortalidade de coelhos expostos a esse vírus é muito alta, entre 40 a 50% para RHDV1 e para RHDV2 é de 50 a 70%. Coelhos que sobrevivem à doença, ainda podem liberar o vírus aos outros animais, pelo menos 42 dias após as suas recuperações.

Das vacinas existentes nos países europeus, são:
> Filavac - recomendada a coelhos em risco de RHDV2, entre 4 a 10 semanas, depois revacinar entre 10 a 12 semanas e depois repetir a vacinação anualmente;
> Eravac - pode ser usada para vacinar aos 30 dias e depois anualmente;
> Nobiviac Myxo - RHD Plus - vacina eficaz contra o RHDV1 e RHDV2 e também age contra Mixomatose (doença do vírus myxoma - conhecido como fibroma de Shope). Dentre as três vacinas, essa é a única que é produzida in vitro e que não é elegível a exportação, por ter em seus componentes o vírus vivo de mixomatose. Por causa dessa composição exigiria uma avaliação nos termos da Lei Nacional de Política Ambiental (NEPA) e devido à proibição de exportação pelo fabricante, MDS Animal Health, para os Estados Unidos e Canadá.

Limpeza do local e higienização dos pertences tanto do coelhinho e de todos os objetos em casa. Fora isso, o animal deve fazer exames de sangue e entrar em quarentena de 14 dias.

O Calicivírus de coelhos é um vírus muito resistente, permanece viável (capaz de viver) no ambiente por 105 dias a 20°C (celsius) em tecido - permanece estável por 105 dias em temperatura ambiente - e por 225 dias a 3,8 °C (celsius). O vírus sobrevive ao congelamento e ao calor. No caso do calor, o vírus suporta a temperatura de 50°C (celsius).

Sintomas:

  • Letargia;
  • Convulsões;
  • Icterícia;
  • Sangramento do nariz, boca ou reto;
  • Dificuldade em respirar;
  • Febre de 40°C (celsius);
  • Morte súbita.

Qualquer morte súbita nas regiões afetadas é suspeita e deve ser relatada ao veterinário do pet, podendo ser possível caso de RHDV. Em caso de morte súbita do animal, em residência, não o enterre, apenas entre em contato com o veterinário, para que o mesmo, possa avaliar a causa da morte e decidir os procedimentos a seguir.

Como manter meu pet em segurança (caso você more nestes locais):

Nos Estados Unidos, a maior parte dos coelhos domésticos, concentram-se nas regiões sudoeste (ano de 2020), Nova Iorque (2020), Pacífico noroeste (2018 -2020), Pensilvânia (2018), Ohio (2018).
Mas em geral, o ideal é manter o coelho dentro de casa. Em ambiente fechado e que não o leve para passeios abertos (ruas, parques), pois a chances dele adoecer pelo vírus, aumenta;
* Lavar bem as mãos, quando for mexer no orelhudo, principalmente se acaso você tem contato com outros coelhos ou pessoas que têm acesso a outros animais da mesma espécie;
* Troque suas roupas e seus objetos, caso você saia de casa, ou tenha acesso a outros coelhos ou pessoas que tenham acesso a outros dentucinhos - lave as roupas com água quente;
* Não deixe o seu pet ter contato com outro coelho, caso ele saia de dentro de casa;
* Caso você faça parte de um abrigo de coelhos, use no abrigo uma roupa específica para este ambiente, você pode usar capas ou sacos plástico sobre os sapatos. Quando sair deste ambiente, retire as peças plásticas e as roupas;
* Use desinfetantes (água sanitária, álcool) eficientes e higienize-se.


Essa doença, não está relacionada ao Covid-19.


Diferenças entre endêmico e pandêmico:

Endemia - segundo o Wikipédia - uma infecção quando se torna endêmica (português brasileiro) ou endémica (português europeu) é porque é atingido uma população de uma região demográfica específica.

Pandemia - segundo o dicionário do Google, pandemia é quando a enfermidade está amplamente disseminada, ou seja, as regiões afetadas da doença, são maiores do que as regiões onde se atinge a endemia.

Para mais informações, acesse o site (conteúdo em inglês): https://rabbit.org/rhdv

Ou consulte um veterinário de sua confiança.

Geane Neves

Pós-graduanda em Comunicação e Produção de Moda. Especialista em Comunicação em Redes Sociais. MBA em Jornalismo Empresarial e Assessoria de Imprensa. Jornalista profissional