O Coelho selvagem

Sim! Nós temos um Coelho Selvagem! O Tapiti. 

O Tapiti ou Tapeti (Sylvilagus brasiliensis (L.)), também comumente conhecido como coelho silvestre, coelho brasileiro, páramo coelho, coelho muleto, coelhos-de-cauda-de-algodão, coelho da floresta e montanha mulita, é uma espécie de mamífero lagomorfo da família Leporidae da América Central e do Sul.

A espécie tem comprimento entre 21 e 40 cm, podendo pesar até 1,25 quilograma. Possui orelhas pequenas e estreitas, cauda pequena e escura, pés traseiros curtos bem menor que a lebre-europeia (Lepus europaeus). Sua coloração padrão é pardo-amarelado, mais escura na região do dorso e mais clara ventralmente. A cor de sua lombar é castanha com aparência de salpicada (resultante das pontas dos pelos pretos) e uma mancha de rufa no pescoço. A fêmea possui 6 mamas. São animais quadrúpedes e sua movimentação é através de pulos durante a caminhada, podendo nadar quando necessário. São conhecidos por se manterem bastante quietos, fato considerado como mecanismo de proteção, logo evita a observação de predadores.

Os olhos lagomorfos são posicionados de tal maneira que permitem uma boa visão de campo amplo. Lebres e coelhos têm olhos grandes que são adaptados aos seus padrões de atividade crepuscular e noturna. Os leporídeos têm olhos grandes para aumentar a acuidade visual em luz fraca.

O crânio dessas espécies tem um osso interparietal e um osso maxilar altamente fenestrado.

Mais de 37 subespécies do tapiti foram descritas, porem somente 21 foram reconhecidas pela Mammal Species of the World, sendo as demais classificadas como uma espécie diferente conhecida como S. dicei. Contudo, desde 1990 já havia uma necessidade de revisão taxonômica do Sylvilagus brasiliensis devido ao seu alto grau de complexidade. Por consequência, cientistas recomendaram dividir em mais de um grupo táxon tipicamente considerados subespécies e reconhece-los como espécies separadas: Sylvilagus tapetillus da costa sudeste do Brasil, Sylvilagus gabbi (com subespécies truei) do Panamá ao México, Sylvilagus sanctaemartae nas terras baixas do norte da Colômbia e Sylvilagus andinus nos altiplanos andinos do Equador (talvez também nos Andes da Colômbia, Venezuela e norte do Peru). Além disso, uma determina espécie de coelho que habita as Guianas não foram devidamente classificadas e são incluídas no grupo dos Tapitis. Em 2017, essa espécie foi descrita como uma nova espécie conhecida atualmente como S. parentum, baseada em espécimes do Suriname.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Tapit

Os brasileiros também o conhecem pelo nome de candimba ou, de maneira imprópria, pelo nome de lebre. A palavra "Tapiti" vem do tupi tapii'ti. E, "Candimba" vem do quimbundo kandemba. 

Onde encontramos o Tapiti no Brasil?

Locais abertos com vegetação baixa e áreas cultivadas. Normalmente habita matas tropicais, bordas de matas, campos, cerrados, selvas e pastos próximos à água.

No Chile, também temos um coelho selvagem que foi inserido ao sul da costa chilena em meados do século XIX, período em que se expandiu para todo o território nacional.

Características físicas:

É um mamífero de tamanho médio, que atinge um peso entre 1,5 e 2,0 Kg. Possui 4 patas, cujas traseiras são mais longas para dar saltos largos e rápidos, além de uma pequena cauda, um par de orelhas longas e retas que tem entre 4 e 8 cm, úteis para ouvir os predadores à distância e também para regular a temperatura do corpo. Características semelhantes às de seu primo, o coelho doméstico, que às vezes difere em tamanho, raça e formato de suas orelhas.

O pêlo do coelho selvagem, como os outros tipos de coelhos, cobre todo o corpo e o comprimento dos pêlos é relativamente curto. A cor da pelagem é muito variada, mas a tendência será de tons de marrom e com manchas para ser útil na camuflagem.

Onde encontramos coelhos selvagens?

Atualmente, esse animal pode ser encontrado em todas as florestas e setores com vegetação moderada do país (se estiver no meio da cidade, pode ser um caso de abandono pelo ser humano).

Eles sempre preferem matas ou setores de difícil acesso, pois, como presas, procurarão comida perto de suas galerias.

Por que existem coelhos selvagens e coelhos domésticos?

A principal razão para essa diferença é a intervenção humana. Desde que o homem, por gerações, criou através da reprodução seletiva, misturas que acentuam as características desejadas, por exemplo: seu tamanho. Selecionando e cruzando os menores coelhos de cada ninhada, forçando a redução de seu tamanho.

Esses fatores não naturais tornam inviável a sobrevivência de um coelho doméstico na natureza, é muito mais do que ter que procurar por comida sozinho. Além de sua proximidade constante com os seres humanos, eles fizeram com que seu instinto de sobrevivência se desenvolvesse diferente, uma vez que muitas vezes, o coelho doméstico não diferencia claramente um predador.

Por tudo isso, deixar um coelho doméstico em estado selvagem reduziria sua vida, pois não saberia como encontrar sua própria comida ou refugiar-se de seus predadores e, no caso oposto, ter um coelho selvagem em uma gaiola ou em pequenos espaços, apenas lhe causaria sofrimento.